Ao longo de nossas vidas, consciente ou inconscientemente, assimilamos muitas informações, experiências e conhecimentos que se integram à nossa personalidade, que nos levam a ter uma percepção positiva ou pessimista, correta ou incorreta acerca da vida.Querendo ou não, somos influenciados por correntes de pensamentos e, assim, fazemos escolhas, tomamos decisões que acreditamos ser fruto de nossa reflexão e de nossa liberdade em escolher nossos caminhos, porém, estas decisões estão intimamente relacionadas e sob a influência deste conjunto de conhecimento que a nós se integraram.
Salomão, no Livro de Provérbios, escreveu que “há caminhos que parecem direitos ao homem, mas seu fim são caminhos de morte”. Enfatizo aqui a expressão parecem direitos, porque a escolha por determinado caminho talvez fosse tomada sob bases e postulados diametralmente oposto ao caminho que leva ao conhecimento de Deus.
E a minha meditação aqui é de alertá-lo contra o perigo e as armadilhas do tempo que estamos vivendo. Um tempo que o pensador Charles Dikens diz ser o “o melhor e o pior dos tempos”. Um tempo obscuro na história da humanidade, onde os valores se tornaram relativos, verdade e mentira dependem dos seus fins. Os homens se tornaram individualistas e materialistas, onde a busca pela satisfação e o prazer imediato dão sentido à nossa existência, cada vez mais superficial e alienada de Deus.
Como se tem blasfemado de Deus em nossa geração! Quanta oposição tem sido feita a Deus em nossa cultura, por intelectuais e por aqueles que exercem influência através da mídia, cujas atitudes e comportamentos me reservo em declinar aqui, em respeito às nossas famílias.
E ao discernir os tempos, tenho não só a convicção intelectual, mas também por aquilo que sentimos da parte do Espírito Santo que em nós habita, que estamos vivendo sob a presença e a atuação muito forte do espírito do anticristo. Fato este que a Bíblia diz que marcaria o período que antecede a segunda vinda de Cristo e este pensamento já opera em nossos dias. Veja o que Paulo nos diz em 2Ts 2.3-4: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim, sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora”.
Chamo a sua atenção para a gravidade do momento que vivemos, pois se não filtrarmos as informações e a forma de viver ímpia desta nossa geração, interpretando-as sob um ponto de vista cristão, seremos influenciados e gradativamente perderemos a fé e a alegria da comunhão com Deus e com os irmãos e nos tornaremos apóstatas, como foi Demas, amando o presente século, ou como foi Esaú, que trocou sua primogenitura por um prato de guisado de carneiro.
Vale aqui lembrar o Salmo primeiro: “Bem aventurado é o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios e nem se assenta à mesa dos escarnecedores”. Não podemos, como é óbvio, concordar com os pensamentos e o estilo de vida de homens que fecharam o coração para Deus.
Ora, como cristão, não posso aceitar um conjunto de pensamentos que negam a divindade de Cristo, que O concebem meramente como um profeta ou um espírito evoluído.
Não posso aceitar um conjunto de conhecimentos que relativizam o Senhor Jesus Cristo e O tornam semelhante a qualquer outro deus, quer seja uma estátua ou alguma pessoa que morreu ou mesmo alguma coisa da criação.
Não há como não repudiar qualquer pensamento humanista veiculado através de músicas, filmes, programação televisiva, que fere os princípios de Deus e a moral bíblica, trazendo outros fundamentos, visando atender nossas necessidades espirituais.
Não há como não ficar indignado com correntes teológicas que, influenciadas por estes pensamentos, adequam o Evangelho aos anseios de uma geração que já não tem fome e sede de justiça, mas de poder e riqueza, criando um cristo pós-moderno, que para mim é um mero ídolo, que caprichosamente atende todos os nossos pedidos materiais no momento designado por nós, mediante a determinação e utilizando a técnica de oração correta e isso é um paganismo disfarçado.
E no meio de todo este pluralismo de pensamento e religiosidade, chamo a sua atenção para a afirmação do Apóstolo Pedro, que tem sido reputada como um dos versículos centrais tanto do livro de Atos como de toda a mensagem cristã, uma declaração que é uma verdade absoluta, que não se pode relativizar ou transigir e que não se tem nenhum tipo de conversa. E que declaração é esta? “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”.
Paulo, escrevendo sua primeira carta aos Coríntios, no capítulo 3 versículo 11 nos diz: “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”.
Qualquer corrente de pensamento, qualquer coisa que absorvermos, deve passar pelo crivo do fundamento que está posto, que é o Senhor Jesus Cristo e o Seu único Evangelho.
João deixou claro que Jesus não era somente um homem, mas o Eterno Filho de Deus, Ele é o próprio Deus encarnado. Paulo por sua vez, refuta todo pensamento pluralista religioso, quando diz em 1Tm 2.5-6: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem, o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos para servir de testemunho a seu tempo”.
Não há que pensar sequer remotamente que outro nome, seja homem ou algum ser espiritual, possa nos resgatar de nossos pecados e nos reconciliar com Deus. Jesus é o nosso mediador perante o Pai. As marcas dos cravos em Suas mãos estão diuturnamente diante do Pai, mostrando-Lhe que a Sua justiça foi satisfeita na cruz e, neste tempo da graça, Deus pode manifestar Sua misericórdia, perdão e amor sem que Sua santidade seja violada.
Em João 14.6 o próprio Senhor Jesus declara: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Amigo, a sua busca por Deus termina hoje e sua história pode ser reescrita a partir do momento que você reconhecer esta verdade absoluta: que só Ele é o caminho. De que forma? Paulo nos responde: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”.
Tantas coisas poderíamos falar, mas quero concluir afirmando que a ênfase de Paulo em Romanos 12 foi que não nos conformássemos com este mundo (a palavra mundo na língua grega refere-se à era, à cultura), mas que fossemos transformados pela renovação de nosso entendimento para que soubéssemos a boa e perfeita vontade de Deus. Ou seja, uma vez sendo tocados pelo poder sobrenatural do Espírito Santo, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, há um caminho natural de se conhecer a Deus, especialmente através de Sua Palavra, e, desta forma, sermos influenciados por ela ou, mais profundo que isso, termos a mente de Cristo e então fazermos nossas escolhas (do que ouvir, do que experimentar, como viver), tomarmos nossas decisões e atitudes orientados pelo Espírito Santo e baseados na genuína Palavra de Deus, sabendo que nós não recebemos o espírito desta cultura endemoninhada, mas o Espírito que provém de Deus.
A Bíblia nos diz que o tolo disse: Não há Deus! E na alusão ao tolo, me reporto àqueles que se dizem ateus, que não crêem na existência de Deus, ou aqueles que vivenciam o ateísmo religioso, o pior dos ateísmos, a irrelevância de Deus, que dizem crer em Deus e até pregam Sua Palavra, mas vivem como se Ele não existisse, aliás, Francis Schaeffer, um dos grandes pensadores evangélicos do século XX, escreveu no seu livro o “Deus que Intervém” que a credibilidade do Cristianismo exige que a verdade não seja meramente defendida, mas também praticada; não só discutida, mas também vivida.
Mas a Bíblia também nos diz que o sábio teme a Deus e anda nos Seus caminhos.
Sob qual influência você quer se submeter? Ao senhorio de Cristo e ser salvo, não só para a eternidade como também para a vida, ou insistir em seguir fazendo o que parece bem aos seus olhos e continuar a ser influenciado pelo espírito anticristão que tomou conta de nossa sociedade. Um espírito que nos afasta de Deus, que destrói nossas famílias e nos leva, por fim, à morte?
Um forte abraço e que Deus lhe abençoe.
Pr. Márcio Alferino
“há caminhos que parecem direitos ao homem, mas seu fim são caminhos de morte”
ResponderExcluirPrecisa de algum comentário!!Só ORAÇÃO!!
Tais palavras, ainda que tenham aparência de verdadeira, ainda que possam estar contidas num livro que tem por Título a palavra Livro em Grego(Bíblia como aportuguesamento), não são a palavra de Deus, o próprio Espírito Santo que desce à Terra para o sacrifício e redenção da matéria. Isso é Amor, e é o único caminho de ida, ou volta, ao Pai. Dizer que a Bíblia é a Palavra de Deus é ser materialista, é tentar atravessar o fundo de uma agulha com um camelo. A Bíblia é um camelo. A descida do Espírito Santo é um sacrifício vindo do Alto para habitar o coração do que está em baixo, e vocês com suas palavras, bens, sociedades e modos de vida, tem atentado construir uma grande Torre de Babel, agora Torre Cristã. Querem tomar o Céu de assalto com essa Torre. No entanto, as coisas vem do Alto, não de baixo, e só o que vem do Alto, pode retornar ao Alto. Portanto, cego, tua Bíblia é tua âncora. Pois não sabes que o espírito é como o ar? Vem e vai e você não sabe de onde? Como pode acreditar na superstição de que um livro material tem algo a ver com o Espírito?
ResponderExcluirCegos guiando cegos... Pode descer Jesus!!