MAS ONDE ABUNDOU O PECADO, SUPERABUNDOU A GRAÇA. (Rm 5.20)Paulo, escrevendo aos romanos, exorta-os com relação a Cristo ser o único e suficiente Salvador para que aquele povo pudesse ter a segurança da justificação pela fé. Desta mesma forma, um dia senti-me tocado para ser justificado por esse Cristo que me chamava para um encontro definitivo e irrevogável. Depois que O aceitasse não teria mais volta. E Ele, quem eu conhecia de ouvir falar, veio ao meu encontro.
Cresci em um lar onde ouvia falar de um Deus que fazia de tudo para ajudar Seu povo, que abrira o mar, que fizera o sol parar, que alimentara uma multidão. Meu avô, pastor da igreja Assembléia de Deus em São João do Paraíso, não deixava de falar desse Deus, que não abandona Seu povo, por mais infiel que este seja.
Porém, algumas escolhas por mim feitas, levaram-me a esquecer desse Deus de milagres que tanto ouvira falar. Tais escolhas me colocaram em um caminho que, aparentemente, não tinha retorno.
Aos 14 anos pude escolher entre beber ou não. E optei pelo pior, que parecia ótimo. Desde então, senti-me em um abismo, o mesmo dito pelo salmista, “um abismo chama outro abismo”. Tempos depois, somente a bebida já não me satisfazia e comecei a fumar. Porém, queria mais e mais. Foi quando entrei no mundo sombrio e obscuro das drogas, um caminho que me levaria ao fundo do poço. Neste mundo de bebida, cigarros, drogas e mulheres, tentava preencher um vazio que a cada dia aumentava mais.
No ano de 2009, enquanto estava em uma casa de show, ao final do evento, que era gospel, o cantor parou o show e começou a falar que tinha alguém naquele local que estava afastado da casa do Pai e que Deus estava chamando-o de volta. Mas, cego pelo pecado, não ouvi a voz do Espírito Santo que me chamava de volta.
Dias depois, enquanto ia para festejar o carnaval em São João do Paraíso, tive um encontro com Deus. Ele me livrou da morte no Morro da Mangueira, quando a caminho, em minha moto, um carro se desgovernou e veio em minha direção. Minha reação foi fechar os olhos e pensar que a morte tinha me alcançado. Só que a última palavra é do Senhor, que fez um milagre e me salvou. Naquele momento, lembrei de tudo que tinha vivido: a primeira vez que experimentei a bebida, cigarro e drogas e do cantor da casa de show. Não me contive e comecei a chorar pedindo perdão ao Senhor por ter negado a Ele tantas vezes.
Hoje conheço a graça, porque ela me alcançou!
Jesus me livrou da lama, tirou-me do lodo que me envolvia e tapava meus olhos. Hoje, Jesus Cristo ainda lapida minhas arestas e tudo que posso fazer em gratidão a Ele, é adorá-Lo.
Pois Jesus já fez na Cruz tudo em meu favor e também em seu favor, sabia?
Gostaria de agradecer primeiramente a Deus, por me amar tanto assim. Ao meu pai, que mesmo sem falar uma palavra para me acusar ou brigar, sempre orou por mim. À minha mãe e meus amigos, que nunca desistiram de mim, por mais que tudo dissesse que não iria a lugar algum.
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